
No momento em que escrevo este artigo, estamos em 2026.
E se tem algo que aprendi depois de mais de duas décadas no setor de tintas — e mais de 15 anos atuando diretamente com marketing digital — é que não é a tecnologia que quebra negócios, é a falta de adaptação.
Em 2009, quando comecei a escrever artigos na internet, o jogo era outro. Bastava entender minimamente o funcionamento do Google, aplicar técnicas básicas de SEO e produzir conteúdo com certa frequência. Funcionava.
Hoje, esse modelo morreu.
A popularização da inteligência artificial, somada à mudança no comportamento do consumidor, redefiniu completamente como as pessoas pesquisam, comparam e decidem onde comprar tintas.
Marketing não cria venda. Ele só amplifica o que já existe
E é sobre isso que precisamos falar.
Durante anos, escrevemos para o Google.
Hoje, escrevemos para pessoas — e para a IA que responde por elas.
O consumidor não quer mais pesquisar dezenas de sites.
Ele pergunta, compara e decide com base em:
Sites que apenas “explicam” perderam força.
Marcas que orientam ganharam espaço.
Com a popularização da inteligência artificial, o consumidor passou a comparar marcas de forma diferente, buscando referências antes mesmo de falar com um vendedor.
Nunca foi tão fácil aparecer na internet.
E nunca foi tão difícil ser escolhido.
Hoje, até lojas sem site conseguem visibilidade. Mas visibilidade sem posicionamento não gera venda. O excesso de ofertas, conteúdos genéricos e promessas vazias criou um ruído enorme.
A maioria não está invisível.
Está irrelevante.
Marketing para loja de tintas nunca foi só vender tinta. Sempre foi reduzir risco para quem compra.
Em 2026, isso significa:
Antes de anúncio, vem a estratégia.
Antes de campanha, vem o entendimento do cliente.
Sim.
Mas não todas.
A IA não substitui vendedores, nem atendimento. Ela apenas expõe quem não se adaptou.
Não é sobre colocar robô no WhatsApp.
É sobre se cercar de pessoas que entendem o presente e se preparam para o futuro.
O básico continua funcionando.
Desde que seja bem feito.
O futuro da venda de tintas pela internet não depende de tecnologia avançada. Depende de presença, reputação e confiança.
O arroz com feijão bem feito — agora observado, interpretado e recomendado pela inteligência artificial.
Quem entende isso cresce.
Quem ignora, reclama.
Fundador da Rampe, trabalha com tintas desde 2003. Foi vendedor, coordenador e gerente de vendas. Atuou em empresas como WEG S/A, Axalta S/A, tintas abc, bela tintas, industria tempo, entre outras. Estudou química, processos gerenciais e estuda e executa projetos de marketing há 12 anos.
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